domingo, 6 de maio de 2012


Santo André Kim e Companheiros (Mártires)



No início do século XVIII , a fé cristã entrou pela primeira vez em terras da Coréia do Sul, por iniciativa de alguns leigos, de cujo esforço, sem pastores, surgiu uma comunidade forte e fervorosa. Só em 1836 os primeiros missionários, vindos da França, entraram furtivamente no país. Nesta comunidade, floresceram, com as perseguições de 1839, 1846 e 1866, cento e três mártires, entre os quais sobressaem o primeiro sacerdote e ardoroso pastor de almas André KimTaegón e o insigne apóstolo leigo Paulo Chóng Hasang, a que se juntaram muitos leigos, homens e mulheres, casados e solteiros, velhos, jovens e crianças. Todos eles consagraram com seu testemunho e sangue as primícias da Igreja coreana.
André Kim e os seus 102 companheiros foram canonizados pelo Papa João Paulo II, durante a sua viagem à Coréia, no dia 6 de maio de 1984. Nesta ocasião, os coreanos, e com eles toda a Igreja, celebraram o segundo centenário da implantação do cristianismo na Coréia. "No decorrer destes 200 anos, a Igreja Católica na Coréia foi regada pelo sangue dos seus mártires, cristãos de todas as idades e classes sociais: crianças, adultos, homens, mulheres, sacerdotes, leigos, ricos e pobres". 
Assim falou João Paulo II, na ocasião: 
"Observai: mediante esta liturgia de canonização, os bem-aventurados mártires coreanos são inscritos no catálogo dos santos da Igreja católica. Estes são verdadeiros filhos e filhas da vossa Nação, juntamente com numerosos missionários vindos de outras terras. São os vossos antepassados, pela descendência, língua e cultura. Ao mesmo tempo, são os vossos pais e as vossas mães na fé que testemunharam derramando o seu próprio sangue."
Prece
Do compromisso com a justiça
Deus, nosso Pai, hoje queremos invocar o vosso Nome Santo. A terra inteira está cheia das vossas maravilhas. Em Jesus Cristo todo homem pode proclamar o vosso louvor. Senhor, nós somos a vossa vinha e vós, o Agricultor (Isaias 5,1-2). Fazei, pois, que estejamos sempre unidos a Jesus, para que possamos produzir dignos frutos de justiça e de santidade. O meu amado tinha uma vinha em uma encosta fértil... No meio dela construiu uma torre e cavou um lagar. Com isto, esperava que ela produzisse uvas boas, mas só produziu uvas azedas... Pois bem, a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel... Deles esperava o direito, mas o que produziram foi a transgressão; esperava a justiça, mas o que apareceu foram gritos de desespero (Isaias 5,-12,7).

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