São Filipe e São Tiago Menor (Apóstolos)
São Filipe era natural de Betsaida, território da
Galiléia, segundo o relato dos três evangelistas Mateus, Marcos e
Lucas. Esteve presente na multiplicação dos pães e na última ceia (Jo
1,43-45; 6,5-7; 12,20-22; 14,8). No Evangelho de João aparece como
grande amigo do apóstolo Bartolomeu e cita que ele ficou profundamente
impressionado sobre o mistério da Trindade relatado por Jesus, durante a
última ceia. O resto de sua vida não consta em nenhum relato, assim como a sua
morte. Conta uma tradição que ele morreu crucificado de cabeça para baixo, aos
87 anos, em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano. As suas
relíquias teriam sido transportadas a Roma e colocadas juntas com as de São
Tiago Menor, na igreja dos santos Apóstolos. Este seria o motivo
pelo qual a Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo dia. Sua festa
votiva é em primeiro de maio.
São Tiago Menor foi o líder da primeira comunidade de
Jerusalém (Atos dos Apóstolos 12,17). Era primo de Jesus e irmão de José, Simão
e Judas, de Nazaré. Assim Mateus refere-se a ele: “Não é ele (Jesus) o filho do
carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus Irmãos Tiago, José, Simão
e Judas?” (Mateus 13,55).
No Concílio de Jerusalém,
Tiago propôs que os gentios não fossem sobrecarregados com os rigores da Lei
judaica (Atos dos Apóstolos 15,13-23). A sua proposta foi aceita. O próprio
Paulo o denominou, juntamente com Céfas (Pedro) e João, “colunas da Igreja”
(Galatas 2,9). Tiago foi o primeiro apóstolo a dar a vida pelo Reino de Deus.
Foi martirizado no ano 62 depois de Cristo. A ele é atribuída uma das sete
epístolas denominadas católicas.
Prece
Do testemunho da verdade
Deus, nosso Pai, São Filipe e São Tiago nos advertiu
contra a intemperança em nosso modo de falar, pois é através da linguagem que
construímos ou destruímos nossas relações com o próximo, criando inimizades,
rixas e sofrimentos. Nossas palavras sejam respeitosas, prudentes, verazes e
edificantes. Saibamos discernir entre a verdade e a mentira; não enganemos a
ninguém, tampouco nos deixemos enganar por demagogos que se servem da palavra
para defender seus interesses. Não nos calemos diante das injustiças; expulsar
de nós “os demônios do medo disfarçados em silêncio, ortodoxia, disciplina,
prudência, prestígio, segurança”. Enfim, Senhor, saibamos ouvir a Palavra do
Evangelho e coloca-la e prática, deixando que ela nos converta e nos faça
instrumentos do Reino.
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